terça-feira, 2 de dezembro de 2014

CURRÍCULOS DIFERENCIADOS



CURRÍCULOS DIFERENCIADOS


Tipos de discurso formal ou informal



Resumindo...

Linguagem formal é aquela em que se usa o padrão formal da língua, isto é, aquela ensinada na gramática; seu uso se dá em situações mais formais. Já o padrão informal da língua é aquele usada em situações que não requerem tanto rigor, como nas conversas com amigos ou com a família.

É bom ressaltar que não existe um padrão certo e um errado. O certo é o falante adaptar sua fala de acordo com a situação comunicativa.


(Fonte: adaptado de

sábado, 22 de novembro de 2014

A propaganda de remédio nos anos 20 e 30




A propaganda de remédio nos anos 20 e 30

Na década de 20, surge o rádio no Brasil. Em 1926, os Laboratórios Fontoura contratam Monteiro Lobato para desenvolver as campanhas publicitárias da empresa.
Lobato criou a figura de Jeca Tatu, personagem que ilustrou várias peças de propaganda. A propaganda do Biotônico Fontoura, por exemplo, até hoje no mercado, utilizava-se da imagem do Jeca Tatu para ilustrar o “caboclo de família magra, pálida e triste, que se transformava em saudável ao experimentar o biotônico”.



O slogan era : “O mais completo fortificante” consagrado pelo “bê, á – bá, bê, é – bé, bê, i – bi, Biotônico Fontoura!”.
Nessa mesma época, a propaganda, em geral, alcançou as salas de cinema com projeções de slides coloridos em lâminas de vidro. Julho de 1932. Explodiu em São Paulo uma revolta contra o presidente Getúlio Vargas. As tropas federais foram enviadas para conter a rebelião. As forças paulistas lutaram contra o exército durante três meses. Esse episódio, conhecido como a Revolução Constitucionalista de 1932, provocou a paralisação da propaganda e os profissionais de comunicação, buscando alternativas, passaram a lidar com novas técnicas de trabalho.
O rádio foi a grande sensação da década de 30, porém ainda não veiculava propagandas. Os locutores faziam a leitura dos textos e os programas não tinham patrocínio. Nessa ocasião, o forte da publicidade eram os meios impressos que anunciavam vários produtos. Os painéis ganhavam as ruas e as estradas.
Já com relação às propagandas de medicamentos os anúncios apareciam raramente. Em 1941, os Laboratórios Fontoura, produziram 10 milhões de exemplares da revistinha do Jeca Tatuzinho. Ao final da 2ª Grande Guerra, surgiram as rádios-novelas e com elas os patrocínios, inclusive os de medicamentos. “A propaganda é a alma do negócio” e os slogans criativos e os reclames de rádio marcaram o surgimento da sociedade de massa. Deu-se início às primeiras tentativas de disciplinar a ética da propaganda.
Em setembro de 1950 começa a funcionar a televisão brasileira com a pioneira TV Tupi, de São Paulo. No começo, a televisão não conseguia convencer os anunciantes de sua eficiência. Bastou a potencial daquele novo meio de comunicação. E a TV se tornou primeira propaganda ir ao ar para as empresas reconhecerem o a preferida do público.
Mas foi na década de 60 que o foco principal da comunicação desviava-se da informação objetiva e partia para um conceito que articulava o texto à imagem, associando a marca do produto – dentre eles os medicamentos - à psicologia do consumidor.
Esse período marca o desenvolvimento tecnológico na mídia brasileira. Outras emissoras de televisão são criadas, como a Globo, no Rio de Janeiro (1964) e a TV Paulista (1965) em São Paulo.
A revista Veja é lançada pela Editora Abril no ano de 1968. A criatividade tornava-se o diferencial no mercado da comunicação e nesse mesmo ano foi criada a pioneira Duailibi Petit Zaragoza Propaganda – DPZ, empresa que escreveu importantes capítulos da publicidade brasileira.

Marketing de remédios




Marketing de remédios


Cerca de 30 a 40% de tudo o que se ganha com a venda de remédios é reinvestido em ações de marketing, a maioria destinada à classe médica. Além de conquistar a simpatia dos doutores, os representantes procuram identificar os formadores de opinião e convidá-los para dar palestras aos seus colegas falando sobre a eficácia de um novo produto.

Em 2007, o jornal The New York Times publicou um depoimento do médico Daniel Carlat contando sua experiência como garoto-propaganda de um laboratório. No ano de 2001, Carlat, psiquiatra e professor da Universidade de Boston, recebeu uma proposta da Wyeth, uma das 10 maiores indústrias farmacêuticas do mundo: discutir com médicos de sua cidade o efeito do Effexor XR, um novo antidepressivo da companhia. Ele ganharia US$ 750 por apresentação. Carlat já havia prescrito o remédio para alguns pacientes e sua avaliação era de que ele funcionava igual a outros da mesma categoria.

Decidiu aceitar a proposta e viajou - tudo pago - para um encontro de treinamento em Nova York. No hotel, recebeu um folder do encontro, convites para vários jantares e dois ingressos para um musical da Broadway. Ao voltar para Boston, apresentou o remédio durante um ano para médicos em clínicas e hospitais.

Durante esse período, Carlat aumentou em mais de 20% sua renda anual. Sentia-se muito à vontade para defender o Effexor, até que teve acesso a dados de pesquisas que mostravam uma incidência comparativamente alta de hipertensão em pessoas tratadas com a droga. Foi quando ele parou para pensar: quantos pacientes haviam sido prejudicados por sua causa?

[...] No Brasil, a propaganda de medicamentos possui uma legislação mais rigorosa que a de outros produtos. Só os medicamentos de venda livre, como analgésicos e ácidos para indigestão, podem ser comercializados sem prescrição médica e anunciados ao consumidor. Esses remédios são responsáveis por cerca de 30% do faturamento da indústria no Brasil. Os outros 70% vêm dos "medicamentos éticos", aqueles com a advertência "Venda sob prescrição médica" e que só podem ser anunciados para os médicos.

Para o público leigo, os laboratórios usavam estratégias menos diretas, como investir na campanha sobre uma determinada doença para aumentar a demanda por medicamentos (campanhas sobre impotência, depressão, obesidade ou diabete), mas esse tipo de propaganda foi proibida pela Anvisa no ano passado.

 Resta usar as técnicas de marketing para tornar a imagem de um remédio mais atraente. [...]  Some ao marketing o aumento do acesso ao sistema de saúde e o resultado é claro: a gente nunca tomou tanto remédio. E isso é bom. "As vacinas e os medicamentos são os principais responsáveis pelo prolongamento da nossa vida", diz Anthony Wong. Mas também há outra notícia: a gente nunca tomou tanto remédio sem precisar. A OMS estima que metade do consumo mundial é feito de forma irracional, ou seja, em dose, tempo ou custo maior que o necessário. Na lista das possíveis causas estão incluídas políticas de preços e atividades promocionais irregulares e falta de informação e educação sobre o uso correto de medicamentos.

É injusto, porém, colocar a culpa só nos laboratórios. "O aumento no consumo de medicamentos é um problema sociológico. Hoje, as pessoas buscam soluções imediatas para tudo, tendo como objetivo a felicidade", diz Wong. "E não há nada mais imediato do que um remédio."

Misturando tantos fatores de risco, uma dor de cabeça vira uma enxaqueca das bravas, bem difícil de tratar. Mas algumas iniciativas têm sido tomadas para melhorar esse prognóstico. Uma delas é a participação ativa das empresas na revisão do código que regulamenta a publicidade do setor, ao lado da Anvisa e dos Conselhos de Medicina e de Farmácia. Outra é o aumento do número de laboratórios envolvidos em ações sustentáveis e em campanhas preventivas.


TRECHOS RETIRADOS DA BULA DO MEDICAMENTO TYLENOL




Observe os trechos, a seguir, extraídos da bula de Tylenol:

  • “Tylenol é indicado em adultos, para o alívio sintomático de dores de cabeça, sendo também útil para a redução da febre e para o alívio temporário de dores leves a moderadas(...)”;

  • “Cada comprimido revestido contém 500 mg de paracetamol e 65 mg de cafeína”;


  • “Adultos e crianças de 12 anos ou mais:2 comprimidos de 6 em 6 horas. Não exceder o total de 8 comprimidos, em doses fracionadas, em um período de 24 horas”;


  • “O paracetamol em altas doses pode causar hepatotoxicidade (aquilo que tóxico ao fígado) em alguns pacientes. Em adultos e adolescentes, pode ocorrer hepatotoxicidade após a ingestão de mais que 7,5 a 10 g em um período de 8 horas ou menos”.