quarta-feira, 19 de novembro de 2014

TYLENOL DC - BULA

 

CONHECENDO A ESTRUTURA DO GÊNERO BULA



Conhecendo a bula


Nome de marca – ou nome comercial é a denominação dada pelo fabricante ao medicamento; geralmente é o nome-fantasia, pelo qual se compra o remédio nas farmácias e drogarias.

Nome genérico do princípio ativo – substância contida no medicamento que age no organismo e responsável pelo seu efeito. Escrito com letra minúscula, este nome vem logo abaixo do nome de marca. Às vezes encontra-se, ainda, o nome químico, que descreve a estrutura química do fármaco.

Formas farmacêuticas – são as formas em que os medicamentos são produzidos e se apresentam, por exemplo: comprimido, cápsula, drágea, injetável, xarope, suspensão, pomada, creme, dentre outras.

Fórmulas – é a fórmula farmacêutica também chamada composição: informa quais são as substâncias contidas no medicamento, ou seja, cada um dos seus componentes e em que quantidade se apresentam.

Vias de administração: indicam o local onde o medicamento será aplicado: uso tópico (aplicado na pele), via oral (pela boca), via nasal (pelo nariz), se a injeção é intramuscular (no músculo) ou via endovenosa (na veia).

Informações ao paciente: são orientações sobre a ação do medicamento, vale dizer, como ele funciona e atua no organismo para produzir o resultado esperado e também quanto tempo leva para começar a fazer efeito. Este campo aborda ainda informações sobre o prazo de validade, se existem condições especiais de armazenamento (temperatura, local, umidade ou ausência de luz), meios adequados de manutenção do medicamento longe do alcance de crianças etc.

Modo de uso: como se deve usar o medicamento, suas doses, o intervalo entre uma dose e outra, o tempo de tratamento.

Indicações: para o quê e em que casos deve-se usar o medicamento. Informa também para quais doenças e tratamentos ele é indicado.

Contra-indicações: riscos apresentados pelo uso do medicamento e alertas que proíbem a sua utilização em casos específicos; sinalização de doenças, problemas, sintomas prévios, que contra-indicam o uso do medicamento.

Interações medicamentosas: são reações entre o medicamento e alimentos, bebidas, outros medicamentos e como influenciam em resultados de exames laboratoriais.

Referência: Dra. Maria Cristina Ferreira de Camargo – Odontopediatra,
Mestre e Doutora em Odontologia

Você lê bulas de remédios?


Você lê bulas de remédios?


Você lê bulas de remédios?
Uma pesquisa recente mostrou que a grande maioria dos adultos usa pelo menos um remédio diariamente, seja um antihipertensivo, vitamina, antinflamatório, analgésico, ou um tranquilizante. Não se pode negar: remédios fazem parte do cotidiano moderno. E, cada remédio, por mais simples que seja, tem uma bula, uma espécie de manual de uso.
O fato é que as pessoas lêem as bulas, mas nem sempre encontram a informação que procuram. As dificuldades são muitas: letras miúdas, palavras complicadas, abreviaturas, termos técnicos, omissão de dados, etc. 
As bulas dos medicamentos devem obedecer regulamentação da ANVISA e informar de forma completa e em linguagem acessível, todos os dados importantes como:

·       Identificação: nome comercial e denominação genérica dos princípios ativos;
·       Indicação se é de uso adulto ou infantil;
·       Indicação da composição do produto;
·       Informações ao paciente (em linguagem acessível): como funciona o medicamento, -           indicações, riscos, modo de uso, reações adversas, o que fazer em caso de           
        superdosagem e cuidados de conservação do produto;
·       Informações técnicas para profissionais de saúde;
·       Informações legais, número de registro na Anvisa, CNPJ do laboratório.

http://blogdalergia.blogspot.com.br/2010/06/voce-le-bulas-de-remedios.html

terça-feira, 18 de novembro de 2014

VENDENDO SAÚDE




A História da Propaganda de Medicamentos no Brasil


“Vendendo Saúde – A História da Propaganda de medicamentos no Brasil” é um passeio por registros históricos carregados de um tal poder de sedução que o livro deu cor e vida a uma saga pouco conhecida por nós brasileiros: a relação, nem sempre harmoniosa, entre a propaganda e a saúde.
O livro conta como um povo se formou junto com um mercado. mercado este voltado a atrair clientes para suas fórmulas, suas práticas e suas promessas de saúde perfeita.
E como se trata de História, ela começa com a instalação da corte portuguesa no Brasil. Naquele século XIX, no ano de 1851, nasce a “ancestral” da Anvisa, a Junta Central de Higiene. Sua missão: combater a febre amarela e encampar a briga dos médicos contra os anúncios dos curandeiros que lhes faziam concorrência.
A Junta não foi o primeiro passo na criação do modelo brasileiro de Vigilância Sanitária, marcado pela abertura dos portos às “nações amigas” em 1808, mas ela tem uma atribuição a mais que suas antecessoras: conter os excessos dos reclames que à época (assim como hoje) provocavam a insatisfação dos profissionais de Saúde.
Se a febre amarela e as medidas para inibir os efeitos negativos da propaganda atual, assim como a do século XIX, continuam a mobilizar as autoridades sanitárias, há um outro lado, muito humano, nesta relação que o livro descreve com o encanto possível às obras literárias.
Os produtos que tantas vezes colocaram em campos opostos os interesses da saúde e as metas do mercado vivem também em nossas memórias, como lembranças que nos acompanham desde a infância.
Muitas das marcas de produtos ilustradas aqui fizeram ou fazem parte de nossa vida. Então, me permito dizer que o “Vendendo Saúde – A História da Propaganda de medicamentos no Brasil” é também um álbum de infâncias – sim, no plural, infâncias.
No texto, nos reconheceremos. fomos as crianças obrigadas a engolir os vermífugos, os fortificantes e as poções para favorecer o aumento de peso prometido pelos anúncios. A partir da leitura deste livro, entenderemos o porquê. Voltaremos ao tempo dos xaropes empurrados goela a baixo, das emulsões de gosto insuportável tomadas em jejum, não raro sob a mira ameaçadora de um chinelo de pano.
Para as crianças, de ontem e de hoje, poderá ser um surpresa saber que propaganda de medicamentos tomou de empréstimo o talento do escritor monteiro Lobato. Aquele em cujo coração nasceu o Sítio do Pica- Pau Amarelo é também o pai de Jeca Tatu, o caboclo apático, infestado por vermes, e salvo, por fim, pelo milagroso elixir.
Até machado de Assis, quando chamado a opinar, escreveu: “O mundo caminha para a saúde e a riqueza universais (...) assim se explicam os debates sobre medicina e economia e a fé crescente nos xaropes e seus derivados”.
Havia (e há) cura para tudo nos reclames (propaganda/ publicidade), até para as dores  da alma e seus desdobramentos.
Os anúncios já afirmaram que os remédios poderiam prevenir divórcios e suicídios. E até se serviram das divas da beleza da década de 40 para nos converter  ao hábito de consumir calmantes.
Segundo o que prometia  a propaganda, por trás daquele rosto lindo e sereno da atriz  ou da cantora famosa estava  o efeito do tranquilizante.  A suavidade daquela face era assegurada pela fórmula.
Se nossas mentes pudessem guardar tudo o que prometem os anúncios mostrados neste livro, diríamos: estamos salvos. No entanto, o mundo caminha enfrentando as mesmas doenças, os mesmos problemas de saúde. Eles não puderam cumprir o prometido.
Do anúncio puro e simples,  as empresas passaram a desenvolver estratégias na qual publicidade, propaganda e ações de mercado estão articuladas para assegurar o sucesso das vendas. Táticas sedutoras que cada vez mais mobilizam as autoridades e os profissionais comprometidos  com a saúde.
O que se vai contar neste livro  é como se trava uma disputa de  um século e meio entre os que podem prometer saúde e os que devem prevenir os riscos a ela.  Uma odisséia contada de modo atraente, para que o leitor chegue ao ano em que escrevemos esta apresentação visitando os bastidores  de um confronto cujo encanto  lhe foi emprestado pelo talento  de quem o escreveu. 
Dirceu Raposo de mello Diretor Presidente Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA

EDUARDO BUENO - Biografia resumida



EDUARDO BUENO

BIOGRAFIA RESUMIDA

Eduardo Bueno (Porto Alegre30 de maio de 1958) é um jornalistaescritor e tradutor brasileiro.
Iniciou a sua vida profissional aos dezessete anos, como repórter do jornal gaúcho Zero Hora, onde ganhou o apelido de "Peninha", o personagem da Disney que trabalha no jornal A Patada. Atuou como editor,roteiristatradutor, e trabalhou em diversos veículos de comunicação. Ficou conhecido do público jovem gaúcho pela sua participação no programa "Pra Começo de Conversa", da TV Educativa de Porto Alegre. Em 1988 teve também um quadro em outro programa daquela emissora educativa gaúcha, no horário do almoço, ao lado de Maria do Carmo BuenoZé Pedro GoulartCândido Norberto e outros. Quando o jornalista paulista Augusto Nunes veio revolucionar o jornal Zero Hora, Peninha foi um dos principais nomes de sua equipe, apesar da diferença ideológica entre os dois.
Ficou conhecido nacionalmente por traduzir "On the Road", de Jack Kerouac, um clássico da cultura beatnik da década de 1950, que traduziu para o português como "Pé na Estrada". À época (sua tradução é da década de 1980), não apenas aderiu ao movimento, como também se tornou um de seus maiores divulgadores no país.
Aproveitando o contexto de preparação das comemorações pelos quinhentos anos do descobrimento do Brasil, fechou contrato com a Editora Objetiva para a redação de cinco livros sobre História do Brasil voltada para leigos, a Coleção Terra Brasilis:
1.   A Viagem do Descobrimento (1998)
2.   Náufragos, Traficantes e Degredados (1998)
3.   Capitães do Brasil (1999)
4.   A Coroa, a Cruz e a Espada (2006)
5.   A França Antártica (previsto para 2007)
Apenas a vendagem dos três primeiros títulos alcançou 500 000 exemplares até 2006. Nesse período, o autor lançou outras doze obras de cunho histórico, entre as quais sobre a Caixa Econômica Federal ("Caixa - uma História Brasileira"), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária ("À Sua Saúde - a Vigilância Sanitária na História do Brasil"1 ), o Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense ("Grêmio - Nada Pode Ser Maior"2 ), a Avenida Central ("Avenida Rio Branco"3 ), a Kimberly & Clark ("Passado a Limpo"3 ), a Confederação Nacional da Indústria ("Produto Nacional"3 ) e os Mamonas Assassinas ("Mamonas Assassinas - Blá, Blá, Blá: a Biografia Autorizada"4 ), além de ter participado de um projeto sobre a biografia de Bob Dylan (artista pelo qual nutre uma admiração obsessiva).
Embora suas obras sejam utilizadas no cotidiano das salas de aula brasileiras e Bueno seja, por vezes, confundido com um historiador, sua formação acadêmica e experiência profissional são na área de jornalismo, o que lhe rende críticas por parte de quase todos os historiadores, que avaliam seus livros como superficiais e presos ao campo da memória e curiosidades na história, prejudicando a publicação de trabalhos sérios do campo historiográfico. Porém, o seu sucesso como escritor, ao menos em termos de vendagem de livros, é indiscutível.
O autor considera, ainda, que há espaço para outras obras e afirma ter desejo de escrever ainda sobre o período pré-Cabralino, sobre as bandeiras e sobre o Brasil Holandês

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Propaganda de Medicamentos


Propaganda de Medicamentos



A propaganda e a publicidade de medicamentos estão regulamentadas pela RDC (Resolução de Diretoria Colegiada) nº 96/2008. Este mecanismo permitiu a regulação da publicidade em medicamentos isentos de prescrição, atualizou as regras para divulgação de medicamentos sob prescrição, condições para a propaganda em eventos científicos, campanhas sociais, bem como a distribuição de amostras grátis.

Assim, as propagandas de medicamentos isentos de prescrição não podem mais exibir a imagens ou vozes de “celebridades”, sugerindo ou recomendando o uso de determinado medicamento.Os textos de propaganda e publicidade deverão trazer os termos técnicos escritos de forma a facilitar a compreensão do público e as referências bibliográficas citadas deverão estar disponíveis no Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC).

A resolução proíbe a veiculação, de forma não declaradamente publicitária, em filmes, espetáculos teatrais e novelas. Também proíbe a utilização de expressões no imperativo como, por exemplo, “tome”, “use”, ou “experimente”. Além das informações tradicionais já exigidas, a publicidade e a propaganda de medicamentos isentos de prescrição deve trazer advertências relativas aos princípios ativos. Um exemplo: a dipirona sódica, cuja proposta de advertência é: “Não use este medicamento durante a gravidez e em crianças menores de três meses de idade”.

Nas veiculações pela televisão, o ator principal do comercial terá que verbalizar estas advertências e no rádio será o locutor a ler a mensagem. Na propaganda impressa, a frase de advertência não poderá ter tamanho inferior a 20% do maior corpo de letra utilizado no anúncio.


Amostras grátis
As amostras grátis de anticoncepcionais e medicamentos de uso contínuo devem conter, obrigatoriamente, 100% do conteúdo da apresentação original registrada e comercializada. No caso dos antibióticos, a quantidade mínima deverá ser suficiente para o tratamento de um paciente.
Para os demais medicamentos sob prescrição, continua a valer o mínimo de 50% do conteúdo original.

Eventos 

O apoio ou patrocínio a profissionais de saúde não pode estar condicionado à prescrição ou dispensa de qualquer tipo de medicamento. No que se refere à responsabilidade social das empresas, está proibida a publicidade e a menção a nomes de medicamentos durante as campanhas sociais e vice-versa.

Outras regras:
 
- Propagandas de medicamentos que apresentem efeitos de sedação ou sonolência devem trazer advertência que alerte para os perigos de se dirigir e operar máquinas;

- É proibida a veiculação de propagandas indiretas (que, sem citar o nome do produto, utilizem-se de símbolos ou designações);

- É proibido relacionar o uso do medicamento a excessos etílicos ou gastronômicos;

- Comparações de preço dirigidas aos consumidores só poderão ser feitas entre medicamentos intercambiáveis (medicamento de referência e genérico);

- A distribuição de brindes a prescritores (médicos), dispensadores (farmacêuticos) de medicamentos e ao público em geral, é vedada;

- É proibida a inclusão de selos, marcas nominativas, figurativas ou mistas de instituições governamentais, entidades filantrópicas, fundações, associações e/ou sociedades médicas, organizações não-governamentais, associações que representem os interesses dos consumidores ou dos profissionais de saúde e/ou selos de certificação de qualidade;

- Não é permitido sugerir que o medicamento possua características agradáveis,tais como: "saboroso", "gostoso", "delicioso" ou expressões equivalentes; bem como incluir imagens ou figuras que remetam à indicação do sabor do medicamento;

- É vedada a propaganda ou publicidade de medicamentos e empresas em qualquer parte do bloco de receituários médicos;

- A veiculação, na televisão, de propaganda ou publicidade de medicamentos nos intervalos dos programas destinados a crianças, é proibida;

- Quando informado um percentual de desconto e/ou o preço promocional, o preço integral praticado pela farmácia ou drogaria também deve ser informado.
http://www.procon.pr.gov.br/





COMO SÃO REGISTRADOS OS MEDICAMENTOS NO BRASIL




CLIQUE NO LINK PARA SABER COME É FEITO