domingo, 9 de novembro de 2014

VARIEDADES DE TIPOS FÍSICOS





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PALAVRAS E EXPRESSÕES UTILIZADAS NO TEXTO DESCRITIVO


          Para construirmos nossa autobiografia fica muitas vezes difícil escolher a forma certa de nos descrevermos. As vezes falta-nos palavras. Para isso selecionamos algumas palavras que poderão ajudá-lo na hora de descrever-se ou descrever algum outro personagem importante na história de nossas vidas. Apresentamos abaixo algumas dicas:

Inteligente, culto, racional: É aquela pessoa/personagem que sempre tem um livro por perto. É tido como uma Wikipédia humana, pois sempre que está conversando com alguém, cita algum trecho que leu, ou complementa uma frase com: Eu li em tal lugar que...
Uma pessoa pouco emotiva, que prefere usar sua racionalidade para tudo. Sabe de tudo um pouco, mas tem um determinado tema que se destaca (história, biologia, criptografia, etc.). Em sua casa tem uma vasta estante repleta de livros, e seus lugares favoritos no mundo são a biblioteca e a livraria.

Emocional, depressivo: Uma pessoa que só fala em morte, simplesmente.É melancólico(a) e as pessoas não se sentem muito bem por ficarem perto dele(a), afinal, quem gosta de pessoas com a auto-estima lá embaixo, não é mesmo? É uma pessoa que se emociona fácil, e por tudo. 

Metido, egoísta, egocêntrico: Uma pessoa/personagem que pensa apenas em si mesmo. Gosta de ser o centro das atenções e luta para consegui-lo. Pode ser considerada uma pessoa antipática.

Extrovertido, sociável, alegre: Uma pessoa que conversa com "todo mundo". Não tem vergonha de fazer novas amizades. É o chamado "agita festas". Além de ser uma pessoa alegre, faz feliz as pessoas ao seu redor. 

Auto-suficiente, confiante: Simplesmente, alguém que acredita em todo seu potencial no que quer que faça. Essa pessoa não aceita um não como resposta, e sempre está a luta daquilo que quer.

Ignorante: Essa palavra tem dois significados (pelo menos para mim): ou uma pessoa de baixo conhecimento, ou seja, alguém que não saiba ler ou escrever. Mas ignorante também pode se referir à uma pessoa estúpida, que compra briga fácil, e sempre se acha o dono da razão.

Reservado, conservador: Aquela pessoa tímida, que tem poucos, talvez nenhum, amigos. Essa pessoa pode ser reservada fisicamente: se veste dos pés a cabeça, não gosta de exibir seu corpo. Sabe aquela pessoa que iria para a praia de calça jeans e camiseta? Então, uma pessoa reservada (eu poderia dizer também exagerada).

Suspeito: Em um romance policial, esse é o suspeito número 1. Talvez por ser algum inimigo da vítima, ou por seu jeito misterioso, sempre acaba atraindo a desconfiança das pessoas. 


Meigo, doce, bom: Uma pessoa que simplesmente faz de tudo para agradar seus amigos e as pessoas ao seu redor. É bom ficar perto de pessoas assim, mas muitas vezes tanta doçura pode acabar enjoando. Geralmente, não se "estressa" com outras pessoas, e está sempre de bem com a vida. Uma pessoa companheira, que não mediria esforços para fazer o que fosse preciso por seus amigos. É também considerada uma pessoa fácil de manipular. 

sábado, 8 de novembro de 2014

AUTOBIOGRAFIA DE JOSÉ SARAMAGO





RESUMO DA AUTOBIOGRAFIA DE LEO








AUTOBIOGRAFIA DE MONTEIRO LOBATO



          Nasci José Renato Monteiro Lobato, em Taubaté-SP, aos 18 de abril de 1882. Falei tarde e aos 5 anos de idade ouvi, pela primeira vez, um célebre ditado... Concordei. Aos 9 anos resolvi mudar meu nome para José Bento Monteiro Lobato desejando usar uma bengala de meu pai, gravada com as iniciais J.B.M.L. Fui Juca, com as minhas irmãs Judite e Esther, fazendo bichos de chuchu com palitos nas pernas. Por isso, cada um de meus personagens; Pedrinho, Narizinho, Emília e Visconde representam um pouco do que fui e um pouco do que não pude ser.


       Aos 14 anos escrevi, para o jornal "O Guarani", minha primeira crônica. Sempre amei a leitura. Li Carlos Magno e os 12 pares de França, o Robinson Crusoé e todo o Júlio Verne. Formei-me em Direito em 1904, pela Universidade de São Paulo. Queria ter cursado Belas Artes ou até Engenharia, mas meu avô, Visconde de Tremembé, amigo de Dom Pedro II, queria ter na família um bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais.
          Em maio de 1907 fui nomeado promotor em Areias - SP, casando-me no ano seguinte com Maria Pureza da Natividade, com quem tive o Edgar, o Guilherme, a Marta e a Rute.
          Vivi no interior, nas pequenas cidades, sempre escrevendo para jornais e revistas. Em 1911 morreu o meu avô, Visconde de Tremembé, e dele herdei a fazenda Buquira, passando de promotor a fazendeiro. Na fazenda escrevi o Jeca Tatu, símbolo nacional.
          Comprei a "Revista do Brasil" e comecei, então, a editar meus livros para adultos. "Urupês" iniciou a fila em 1918. Surgia a primeira editora nacional "Monteiro Lobato & Cia", neste mesmo ano. Antes de mim, os livros do Brasil eram impressos em Portugal.
         Quiseram me levar para a Academia Brasileira de Letras. Recusei. Não quis transigir com a praxe de lá - implorar votos.
      Tive muitos convites para cargos oficiais de grande importância. Recusei a todos. Getúlio Vargas (presidente do Brasil na ocasião) convocou-me para ser o Ministro da Propaganda. Respondi que a melhor propaganda para o Brasil, no exterior, era a "Liberdade do Povo", a constitucionalização do país. Minha fama de propagandista decorria da minha absoluta convicção pessoal. O caso do petróleo, por exemplo, e do ferro. Éramos ricos em energia hidráulica e minérios e não somente café e açúcar.Durante 10 anos, gritei essas verdades. 
          Fui sabotado e incompreendido. Dediquei-me à Literatura Infantil já em 1921. E, retomei a ela, anos depois, desgostoso dos adultos.
       Com"Narizinho Arrebitado", lancei o "Sítio do Picapau Amarelo”. O sítio é um reino de liberdade e encantamento. Muitos já o classificaram de República.
          Eu mesmo, por intermédio de um personagem, o Rei Carol, da Romênia, no livro A Reforma da Natureza, disse ser o Sítio uma República. Não; República não é, e sim um reino. Um reino cuja rainha é a D. Benta. Uma rainha democrática, que reina pouco. Uma rainha que permite liberdade absoluta aos seus súditos. Súditos que também governam. Um deles, Emília, é voluntariosa, teimosa, renitente e não renuncia os seus desejos e projetos. Narizinho e Pedrinho são as crianças de ontem, de hoje e amanhã, abertas a tudo, querendo ser felizes, confrontando suas experiências com o que os mais velhos dizem, mas sempre acreditando no futuro. Mas eu precisava de instrumentos idôneos para que o trânsito do mundo real para o fantástico fosse possível, pois, como ir à Grécia? Como ir à Lua? Como alcançar os anéis de Saturno? Bem, a lógica das coisas impunha a existência desse instrumento. Primeiro surgiu o "O Pó de Pirlimpimpim" que transportaria para todo e sempre, os personagens de um lugar para outro, vencendo o "ESPAÇO". O "FAZ-DE-CONTA", pó número 2, venceria a barreira do "TEMPO", suprindo as impossibilidades de acontecimentos. Finalmente pensei no "SUPER-PÓ", inventado pelo Visconde de Sabugosa, em o Minotauro, que transportaria, num átomo, para qualquer lugar indeterminado, desde que desejado.
          Como disse a Emília: "é um absurdo terminar a vida assim, analfabeto!". Eu poderia ter escrito muito mais, perdi muito tempo escrevendo para gente grande. Precisava ter aprendido mais...Hoje aos 4 de julho de 1948, vítima de um colapso, na cidade de São Paulo parto para outra dimensão. Mas o que tinha de essencial, meu espírito jovem, minha coragem, está vivo no coração de cada criança. Viverá para sempre, enquanto estiver presente a palavra inconfundível de "Emília".
Monteiro Lobato.Disponível em: http://www.cocfranca.com.br/biografia.htm 


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